terça-feira, 23 de abril de 2013

Kindle ou similar?

 
 
Marido trabalhando arduamente para me convencer a largar o papel e aderir à tecnologia de vez. Hoje fui pra aula, sem levar computador, porque com essa de levar computador pra aula eu não me adaptei, e não teve aula, volto pra casa e vou à garagem procurar uma caixa de livros que eu tinha deixado la para talvez doar para o 'sebo' daqui, e cadê caixa? Ligo pra marido e ele diz que como eu tinha deixado na garagem para doar e ele estava indo visitar o irmão e passava pelo 'sebo', resolveu levar logo. Sim, saquei, antes que eu optasse por ficar com alguns em casa ele resolveu dar um perdido nos livros.
 
Marido quer que eu compre um kindle ou algo similar, mas apesar de ler bem no tablete e tambem ja ter lido livros no computador, ainda acho livro no papel muito melhor, mas ocupa espaco, junta poeira, etc, o E-Reader não. Mas penso tambem no valor dos livros, claro que lancamentos nas livrarias em papel são tão caros quanto os livros eletrônicos, e esses tambem entram em promocão e ate podemos obter alguns gratis. Entre pontos positivos e negativos, entre um e outro, fico na duvida, mas a pressão esta grande.
 
Procuro ideias na internet e acho isso: "As vantagens são inúmeras: os livros eletrônicos podem ser baixados instantaneamente pelos usuários num clique de mouse (por meio de download). É de fácil manipulação. Durante a leitura, por exemplo, a ampliação do tamanho de letra, a possibilidade de criar anotações ao longo do texto e os recursos de pesquisa de palavras e uma série de recursos que vem sendo desenvolvido a cada dia." Daqui Entre outras coisas que li, mas essa era a mais resumida.
 
Mas se alguem passar por aqui e tiver uma opinião sobre se vale à pena investir na compra de um kindle ou similar, ou outra opinião qualquer sobre o assunto, não se acanhe em comentar e ja agradeco antecipadamente.
 
Avisando sobre o português ruim: o blogger engoliu os acentos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quando o prazer passa a ser outro


Amo ler, não é segredo. Mas daí mudei pra Noruega e meu inglês é xulezinho, mas já foi pior, pois quando cheguei era muito, mas muito, ruim, e de norueguês não conhecia uma palavra, então tive que deixar a leitura de lado. Ainda cheguei a baixar livros, mas ler no computador é bem cansativo, e encontrei alguns, bem poucos, na biblioteca de Stavanger, o que não foi suficiente para matar minha fome de leitura, mas faz parte e eu já sabia.

Depois de um tempo comecei a entender norueguês e comprar livros infantis na biblioteca, baratinho, mais baratos que um pão aqui, cerca de 1,5 real e assim fui acumulando livros infantis, alguns ainda cheguei a ler, outros só serviram pra juntar poeira. O meu norueguês e o inglês evoluiu um pouco, embora ainda me encontre longe de dominar essas duas linguas (realista) e eu comecei  a comprar livros mais 'complexos', muitos encontro na loja de usados do Exercito da Salvacão, precinho camarada, livros em ótimo estado, boa variedade, me joguei neles e assim fui acumulando livros, tanto em ingles como em norueguês. Resultado: meu hobby passou a ser comprar e colecionar livros e não mais lê-los.

Outro dia doei todos os infantis, bom, quase todos, para essa loja de usados. Mas ainda restaram muitos livros lá em casa, desses muitos li um somente, de janeiro a abril apenas um livro. Ontem eu vi uma matéria em um site, não lembro qual, que citava o blog Um ano sem compras, de Marina, e não pude deixar de me reconhecer no post dela Sobre livros e bibliotecas pessoais. Final de semana passado eu já tinha analisado essa minha situacão, essa transicão de ex-leitora para colecionadora, e tinha decidido separar o que pretendo ler e o restante doar pra loja de usados, separar de forma quase honesta, já que sempre vai ter algum livro que eu vou guardar por guardar, quem sabe um dia lerei, quem sabe nunca. Ler é preciso, colecionar não.
 
Gostei bastante do blog de Marina, então deixo a dica.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Das coisas estranhas, pelo menos pra mim




A pessoa conta para uma ‘amiga’ que acabou de sair de uma entrevista de emprego, amiga agora assim entre aspas porque se faz necessário uma reflexão antes das aspas sumirem, ou talvez nem sumam, daí o que diz a amiga?
 Boa sorte?
Como foi a entrevista?
Legal?
Nããããoooo. Amiga ignora o fato total e pergunta onde pode encontrar leite condensado aqui na Noruega.

Vou contar quatro sinceridades:

1.       Eu mencionei a entrevista propositalmente para ver o que vinha em retorno. Não deu outra. Às vezes rola também um desdém pela vida do outro, seria um dos sintomas da doenca?

2.       Acho muito breguinha e imaturo essas  fotos com dizeres sobre inveja que são compartilhadas nas redes sociais, como a que ilustra o post, mas parece que elas fazem sentido. Ainda assim não vejo muito sentido em compartilhar tais coisas nas redes sociais, a maturidade não me permite essas crises.

3.       Por ter mencionado propositalmente a entrevista, não me surpreendeu a atitude da ‘amiga’, eu já imaginava o retorno, vinha sacando isso há um tempo e andei testando, essa foi a mais recente, adoro saber que tinha certeza e que o outro é previsivel. Mas a atitude foi bem anormal, porque numa conversa normal o outro, mesmo não tendo interesse na história ou com inveja, pergunta alguma coisa ou deseja boa sorte por uma questão de educacão.

4.       Não, não tenho sentimento algum em relacão a esta história. Não me incomoda a atitude alheia, apenas me faz analisar um pouco mais o cerumano. 

Só espero que isso não seja contagioso, mas deve ser doenca, então não vou nem repetir a palavra.